De 13 a 16 de março passado desenhei no primeiro Salão Imobiliário, na Serraria Souza Pinto onde, no dia 15, batí meu próprio record ao desenhar quase ininterruptamente durante DOZE horas, uma marca que acredito internacional...Para registrar o esforço, eis a caricatura de Simone e Carlos Henrique, modelos também na simpatia.
Em 1996, no Choro & Caras do cine Belas Artes, conhecí e desenhei Paulinho, cantor e compositor, autor de Bem-te-vi e outros tantos sucessos.Passados já 12 anos, ele se mantém fiel à amizade de encontros intermitentes e à mesma caricatura, incluindo-a no seu CD denominado Vinte e Cinco anos.Revisitei-a agora, em forma de cartão e banner, num vermelho-magenta romântico cujo significado, como ele, permanecerá no tempo de todos nós.
Guz ou Paulo Cangussu Cordeiro, nasceu em Salinas há anos, mas não parece. Quando viu Belo Horizonte pela primeira vez espantou-se de que o paraíso não era assim tão longínquo, e capitalizou-se de vez. Só mais tarde descobriu que era míope em grau elevado.Desenha desde que riscou o seu primeiro lápis no papel e descobriu decepcionado que isso havia sido inventado há tempos. Desse traço até hoje percorreu uma longa trajetória, entre jornais, revistas e até televisão, nos dias de hoje.Uma trajetória longa, mas que espera seja interminável. Desenha também em eventos, feiras, sentado, em pé, só não desenha descalço, pois detesta ser chamado de pé frio, apesar da maioria daquelas publicações terem fechado. Foi engenheiro durante um bom tempo, mas tanto concreto tornou-o um metafísico incorrigível.Na ditadura foi perseguido, julgado e absolvido, eliminando-lhe qualquer mancha de herói. Foi amigo de vários desaparecidos e outros nem tanto, que desabrocharam em CPIs. Como disse uma vez Nelson Rodrigues, fez um acordo com o tempo. Um não implica com o outro, e um dia a gente se encontra.Leia mais no www.guz.com.br